Oi Fred !!!

Esta é a estória de um cidadão chamado Fred.
Como estou escrevendo e está apenas no começo, só sei como será o final. O meio... o meio acontece.
Pretendo colocar um novo capítulo a cada QUINTA-FEIRA.
Espero que gostem. Agradeço desde já, esse apoio carinhoso.

Para ler cada capítulo, clique no link CAPÍTULO 001, e em seguida os demais que virão.

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Local: Bragança Paulista, SP, Brazil

faço da criação, minha arte de viver.

2.2.06

capítulo 003




red estava caminhando … caminhando não … estava correndo. Olhando para o relógio, via marcar 8 da manhã.. Havia perdido a hora e o ônibus para a escola. Tinha prova e não ia conseguir chegar a tempo. As ruas conspiravam contra ele. Quanto mais corria, mais ruas apareciam. Ruas intermináveis. Havia chovido à noite e o asfalto ainda brilhava com as luzes ainda acesas dos postes.
Nesse momento chegou em uma bifurcação. Nunca tinha passado por ali. Ou tinha? Sempre fôra de ônibus, não se lembrava daquele detalhe. Para a direita ou para a esquerda?
- “Meu Deus, me ajude! ” - gritou. Estava certo que não chegaria a tempo. Aliás, nem sabia porque estava correndo. Não poderia entrar na sala após o início da prova. As coisas lá na escola eram rígidas. Continuou correndo. Já nem havia percebido que destino tomara. Sabia no entanto que tinha que correr. O suor escorria por sua testa. Sua pasta com os livros e cadernos estavam molhadas com o suor do braço. Parecia estar carregando um peixe enorme e ensopado sob o braço. E ainda vivo, se debatendo, ameaçando cair ao chão.
Começou a chover de novo. Ventos também.
“O que houve com meu despertador?” Pensou por um segundo. Tenho certeza que o coloquei em condição de despertar.
Repentinamente, Fred estancou. Olhou bem à sua frente e um grande muro fechava a rua. Era uma rua sem saída. Havia pego o caminho errado.
Não havia um mísero carro passando por ali para lhe dar uma carona emergencial. Nem uma pessoa para lhe ensinar o caminho. Voltou a correr de volta, procurando algum detalhe em alguma rua que lhe fosse familiar. Mas nada ali era familiar. Sua pulsação estava a mil por hora, ofegante e exausto. Nisso um vulto parece ter surgido do nada à sua frente, encobrindo a luz que parecia estar em seu rosto.
- “Você está bem, Fred?” - falou uma voz vindo talvez do além, imaginou. Não conseguia reconhecer nem a fisionomia, mesmo porque era apenas um vulto escuro diante da luz. Nem a voz, que mais parecia vinda de uma vitrola antiga com rotação inconstante. Começou a suar frio. Queria responder para esse ser, mas mal conseguia imaginar uma frase, quanto mais pronunciá-la. Nisso, o vulto se foi, a luz voltou a brilhar. Fred não estava entendendo nada daquilo. A seguir tudo ficou calmo. Calmo demais. Não via nem ouvia mais nada. Teria desmaiado?






CAPÍTULO 04



1 Comments:

Anonymous Thelma said...

Neste capítulo Fred está com um baita azar! Será que vale a pena correr tanto? Acho que Fred caminha por caminhos muito difíceis!

14/2/06 14:46  

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